02/07/2012

Zóia a Mais Bela Jóia (Parte 9)

Clica aqui para ler a oitava parte


Passaram-se dias e a Cindy não dava sinais de melhora.
A sua saúde era frágil e voltara a ter a doença que teve á dois meses atrás quando saiu da pradaria.
Zóia passava os dias e as noites á beira da cama da pequenita. A febre não descia, Cindy sentia calor, mas estava a tremer e a bater os dentes. Dia após dia ela parecia piorar...
O estado deprimente de Zóia por causa de Ethan era tal que ela entrava em pânico naquelas noites em que Cindy gemia de dor.
"Oh Cindy! Desculpa não ter estado junto de ti quando começou a febre... Nessa altura eu estava com..."
Lágrimas de ódio escorriam pelo rosto de Zóia.
"Ele não me amava... Nunca me amou... E como consequência por ser tão ingénua, a minha irmã está a sofrer... Desculpa Cindy... Desculpa!"

Dias passaram, e Cindy acabou por não aguentar mais e faleceu. Zóia, estava agora só no mundo. Longe da pradaria, dos pais, e agora de Cindy... Como irá sobreviver sem amor? Ethan a enganara e lhe demonstrara o que significa ingenuidade.
Agora, ela encontrava-se no funeral. O seu vestido negro e longo demonstrava o seu estado de tristeza. Tio Morris e os seus amigos cordeais também estavam presentes, incluindo Henri e Ethan Othan, mas para Zóia, era como se só ela e o corpo da irmã ali estivessem.
Depois de todos saírem do cemitério, Zóia ainda ficou ajoelhada ao lado do túmulo, a gritar e a chorar desesperadamente:
-Desculpa Cindy! Desculpa não te ter levado para junto dos pais! Desculpa não ter estado contigo no principio da febre! Desculpa, desculpa pincesinha!

Entre soluços e gemidos, uma mão tocou no ombro dela. De seguida, um abraço pelas costas lhe foi dado. Era Ethan:
-Sei qual é a sua dor... Eu tinha apenas três anos quando a minha mãe nos deixou...
-Largue-me! Afaste-se de mim! -Disse baixinho Zóia.
Não tinha forças nem para falar, nem para se afastar de Ethan. Sentia-se fraca e só.
Ethan abraçou-a, desta vez pela frente, de maneira que o rosto de Zóia fosse acarinhado pelo seu peito másculo.
Ela sentia-se quente e protegida, mas uns segundos depois, lembrou-se de que Ethan não a amava e com as forças da adrenalina lhe concedeu bateu no peito dele.
-Odeio-o! Detesto-o com todo o ódio do mundo! -Gritou ela, com as lágrimas a escorrer-lhe pela cara e os olhos cheios de ódio que o seu tom verde virou negro.
-Os seus olhos são lindos...
Ethan beijou-a fortemente e Zóia estendeu a mão, batendo com ela no rosto dele.
-Já disse que o odeio! Mete-me nojo! Não sou tão ingénua duas vezes!
Dito isto, Zóia corre o mais que pode para longe de Ethan. Correu, correu, correu... Quando viu já estar suficientemente longe, descalçou os sapatinhos que lhe atormentavam os pés. Começou a andar calmamente, olhando para o céu:
-És tão bonito... Acolhe bem a minha irmã, quando eu chegar aí certificar-me-ei se ela está  em boas mãos...
Entre soluços e lágrimas, lembrou-se de que a mãe a tivera proibido de chorar. Correu sempre em frente até perder todas as suas forças.
As suas meias brancas estavam agora enlameadas e com aspecto terrível. Tirou-as, ficando praticamente descalça. Olhou mais uma vez para o céu e gritou:
PorquÊ?! Porque me detestais tanto, meu Deus? Porquê...?
~Começou por cair uma pinga de água, depois outra e depois outra, até que uma forte chuva reinou naquel matagal.
-Já não sou filha, já não sou irmã, já não sou amada, e já não sou uma dama! -Grtiou, enquanto rasgava o seu vestido negro e desfazia o seu penteado de cachos dourados.
Deixando os seus sapatos, as meias e pedaços do seu vestido junto a uma rocha, levantou-se e correu de novo para o mais longe possível, sem destino existente.

Amanheceu. Zóia esteve toda a noite a correr, quando se cansava, parava, e depois voltava a correr. Já nem ligou aos ruídos nocturnos e assustadores. Nem sentiu as pedras bicudas estrangularem-lhe os pés, nem as plantas espinhosas e selvagens maltratarem o seu corpo.
Foi mesmo até ao limite. Quando não aguentou mais, deitou-se no chão, por baixo de uma árvore. e ali ficou, com a chuva a acariciar-lhe a cara.
Agora, acordara lentamente com o canto dos pássaros.
Gemeu com os arranhões das pernas e dos pés, e apercebeu-se de que também os braços estavam num estado lastimável.
Levantou-se e passo a passo continuou caminho...


4 comentários:

  1. ç.ç
    Bunny, que triste.
    A rapariga...parece que vive numa vida sem rumo, primeiro aquilo com Ethan e de pois a morte da irmã...
    Coitada da Zoia...
    Continua, quero ler mais !!

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  2. Está mesmo giro :) és muito boa a fazer histórias. Acho muito comovente e romântico mereces parabéns, continua assim bunny, tens futuro ^^
    beijos de uma admiradora do teu blog ^º^

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    1. Obrigada ^^
      Yeey! Tenho uma admiradora *-*
      Obrigada mesmo ^^

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