Perdida no meio do mato, e afogada nas suas mágoas, Zóia não sabia para onde ir nem o que fazer. Sempre que arranjava forças, levantava-se e continuava caminho para onde Deus a levasse.
Avistou uma estrada de terra batida. Reconheceu-a imediatamente! Correu o mais que pôde e enquanto as lágrimas lhe escorriam pela cara a baixo, gritava o mais que podia:
-Cheguei! Meu Deus cheguei!
Já não aguentava mais, mas mesmo a rastejar, com os pés, as pernas e os braços em carne viva, ela continuava, não iria parar até chegar ao fim daquele caminho!
Finalmente chegou. A sua casinha de madeira estava ali mesmo, entre as flores selvagens da pradaria.
Zóia já não se aguentava nas pernas e foi a rebolar pela colina abaixo.
A mãe dela saiu da casinha de madeira e foi em seu socorro, ajudando a filha a levantar e apertou-a tanto que Zóia não aguentou e vomitou.
-Desculpe, mãe não aguentei a promessa de não chorar...
-Sofres-te muito, não foi minha filha? Mas agora estás aqui!
-Mãe... A Cindy... ela... ela morreu!
Entre lágrimas, desespero e tristeza, mãe e filha abraçaram-se. O mau estado fisico e psicológico de Zóia chocavam a mãe. Mas algo mais a preocupava:
-Como chegas-te até aqui?
-Fugi... -Disse soluçando.
-O quê?! O teu tio não te vai perdoar! Zóia... ele vem buscar-te a qualquer momento! Ele sabe que virias para aqui...
Zóia caiu de joelho no chão. Abriu a boca para dizer algo e vomitou de novo. Algo não estava bem.
-Só espero que não tenhas a mesma doença que... a Cindy... Oh meu Deus! Porque levasteis a minha menina? Porquê?! -A mãe de Zóia ajoelhou-se perto dela e entre o triste choro, abraçou-a. -Ela também começou com vómitos, depois desmaios e por fim a febre! Filha, por favor, não me abandones tu também! Cura-te! Acho que deves ir para casa do tio Morris...
-Para quê?! Para morrer sem voltar a ver os meus pais? Foi assim que a Cindy morreu! Com a promessa de eu a trazer de volta á pradaria...
Num choro desesperado, as duas levantaram-se e entraram na casa.
Zóia passou a noite a chorar. Não conseguia dormir, e à hora de almoço não conseguira comer. Estava numa profunda depressão.
Na manhã seguinte um cavalheiro nobre bateu á porta. Apresentava-se como Ethan Othan:
-Pretendo falar com a senhorita Zóia Dail, ela encontra-se aqui, não é verdade?
-Bem... -O pai de Zóia exitou.
-Deve ser o pai dela, presumo, senhor Dail?
-Sim, eu mesmo... E você? Perdão... o cavalheiro?
-Ethan Othan, como já disse... Preciso de falar urgentemente com a sua filha... Por favor, meu futuro sogro, eu lhe imploro.
O pai de Zóia, agora demonstrava o seu espanto:
-Futuro quê?!
-Perdão... -Disse Ethan enquanto entrava pela casa a dentro. Correu a casa toda. Saudou a mãe de Zóia com a maior das gentilezas e até cumprimentou o cachorro, para que este parasse de ladrar. Ethan chegou finalmente ao quarto onde se encontrava Zóia. Uma belíssima dama deitada na cama, adormecida. Fora vencida pelo cansaço. Levemente, Ethan passa a mão pelo rosto dela... Suavemente, os seus lábios vão ao encontro dos de Zóia. Depois, sussurrou ao ouvido dela:
-Não via o seu belo rosto adormecido desde aquela noite...
Muito rápido, Zóia dá um salto e grita na sua respiração ofegante.
Arrombando a porta, aparece o pai de Zóia de caçadeira na mão:
-Afaste-se da minha filha, ou eu disparo, jovem!
Ethan olha para Zóia e calmamente diz:
-Agora eu sei onde a minha donzela está...
-Isso quer dizer que vai contar ao meu tio e virá buscar-me, não é verdade? -Concluíra Zóia na sua respiração acelerada entre soluços. -Eu odeio-o tanto!
O Sr.Dail pegou em Ethan e expulsou-o violentamente do quarto e em seguida da casa. Apontando-lhe a caçadeira disse:
-Não admito que façam mal á minha família! Se voltar cá, arrepender-se-á, jovem!
Dito isto, deu um tiro no ar, deixando Ethan muito desconfortável.
Dias e dias passaram, e em certa manhã, tio Morris apareceu para levar Zóia:
-O contrato foi este! Eu cuidaria das duas! Uma já foi, mas a outra ainda cá está, e enquanto estiver, pertence-me!
"Talvez fosse melhor eu não estar cá... Talvez eu deva ir ter com a Cindy... -pensou Zóia.
Foi obrigada a ir para a mansão Morris e casar com Ethan.
Catherin estava a prepará-la para a cerimónia. Olhava-a preocupada. Zóia parecia uma morta viva, pálida sem emoção nos olhos, sem reação como se fosse um corpo sem alma...





Qui lindo Bunny ç.ç
ResponderExcluirPobre coitada da Zóia.....já bastou ter sofrido tanto agora pode vir a morrer como a irmã ç.ç
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Gosto do pai dela!!
"-Afaste-se da minha filha, ou eu disparo, jovem!" \o/
Hahahaha xD
ExcluirLembrei-me da Shibi nesse momento:
Shibi: Oie velha, tudo?
Bunny: Oie jovem, yah, e contigo?
AHAHAHA XD